O mercado publicitário brasileiro vive uma transformação estrutural onde a imagem deixou de ser um detalhe para se tornar o núcleo da estratégia financeira. Um episódio recente em um set de filmagens em São Paulo ilustra bem essa realidade: uma simples falha no figurino — que refletia luz excessiva — paralisou a produção por três horas. O prejuízo? Equipe parada, cliente insatisfeito e orçamento drenado por um detalhe técnico que poderia ter sido antecipado.
Com a ascensão de plataformas como o TikTok, as campanhas agora exigem uma versatilidade extrema, funcionando do formato vertical ao estático. Nesse cenário de alta pressão por performance, a direção de arte e o styling assumiram o controle desde o “minuto zero” da criação.
A era dos profissionais híbridos
A era de decidir o visual na última etapa do projeto acabou. O mercado agora é dominado por talentos que transitam entre moda, teatro e cenografia. Um dos nomes de destaque dessa geração de elite é Carol Goes. Formada em Artes Cênicas e com raízes na moda autoral, ela hoje assina a direção de arte de gigantes como Itaú, Brahma e Fiat.
A expertise de Carol Goes também a levou a colaborar com fenômenos como Anitta e Marina Sena, onde a estética é vigiada milimetricamente pelo público. Em 2023, sua competência técnica foi coroada com os prêmios Silver e Bronze no prestigiado Cannes Lions, pela campanha “Truccs”.
Para os executivos do setor, o foco é o pragmatismo: a direção de arte hoje atua como gestão de risco. Antecipar problemas visuais e blindar a identidade da marca não é apenas uma questão de beleza, é uma questão de eficiência econômica.

